top of page

 

                                                                             

 

 

E                                                             EXCLUSIVO!

                                                                Enciclopédia entrevista MARIO QUEIROZ 



                                                               Um dos maiores representantes da história da moda nacional.





                                                                                             







Um pouco de bio


Por: Fernanda Piacentini                                                 18  de fevereiro de 2013



Mario Queiroz um dos maiores representantes da moda nacional de todos os tempos, é natural de Niterói (RJ). Surgiu como designer na década de 1980, período onde começaram a emergir assim como ele, nossas representatividades contemporâneas mais expressivas. No início da carreira, assinava coleções masculinas, femininas, infantis, streetwear, surfwear e jeanswear para grandes indústrias do varejo, o que lhe deu grande visão do processo e do mercado do vestuário em geral.



Logo depois, fundou sua marca própria, homônima, a Mario Queiroz, uma das mais cobiçadas pelos fashionables do Brasil. O designer, que se especializou em moda masculina, é reconhecido principalmente pela sua visão vanguardista de tal mercado, apresentando uma alfaiataria colorida, brasileira. Mario é um dos designers preferidos também pelas celebridades.



No ano de 2003, foi convidado pela entidade francesa MagPie a criar um design de lâmpada decorativa em benefício das mulheres soropositivas da África do Sul. Juntamente com criações de Vivienne Westwood, Thierry Mugler, Nina Ricci e Tom Van Lingen.



Desfilou sua coleção no prestigiadíssimo Salão de Pret-à- Porter de Paris. Nesta ocasião, integrou a Mostra Casabo, que reuniu estilistas e designers selecionados por Christine Walter Bonini. Também participaram do evento, John Galliano, Chloé e Christian Dior.



E em 2011,  ampliou seu público, e começou a desenvolver peças específicas  para o público feminino.


Mario Queiroz é doutorando em semiótica, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Há 18 anos atua como professor, pesquisador e palestrante de  Moda. Graduou-se em comunicação social Pela UFRJ e se especializou em negócios de moda pelo Anhembi Morumbi. Lançou o livro “ O Herói desmascarado ”-A imagem do Homem na Moda, pela Cia das letras e cores.


Idealizou e coordenou de 2006 a 2010 o projeto, Santa Catarina Moda contemporânea, aproximando os talentos das escolas, com as empresas de moda.



 


Mario você é um dos precursores da moda diria mais  "conceitual" nacional, juntamente com Walter, Herchcovitch, Gloria, Lino e tantos outros. Porém, hoje, não basta o prêt-à-porter, é preciso ser fast fashion? Como fica esta história toda? Você acredita que ainda exista espaço para a moda mais conceito no Brasil? Se tivesse que começar hoje a criar do zero, tens ideia de por onde começarias?



Tenho uma opinião diferente sobre o trabalho dos Designers que não são Empresas, não chamo de Conceitual, acredito que seja Autoral. Os Designers deixam suas marcas e não se preocupam com grande distribuição dos produtos, mesmo porque eles precisam pensar na exclusividade e muitas vezes suas criações passam por sistemas artesanais... Eu sou um designer e a “Mario Queiroz” vai completar 18 anos graças aos esforços meu e do meu sócio José Augusto Fabron, e claro, a toda uma história de colaboradores e eventos...Fico muito feliz por termos passado por tantos momentos importantes da Moda Brasileira e estarmos aqui vivenciando os novos desafios.



Aonde o mercado de moda vai chegar, para onde estamos caminhando, é possível se  prever um futuro para a moda nacional?



Hoje a moda internacional está dividida entre grandes marcas (com redes próprias) e designers com suas pequenas lojas. Lamento a velocidade que a Moda tomou, acho uma loucura o “Fast Fashion” porque torna a Moda como mercadoria descartável e não acho essa a verdadeira vocação da Moda.

 

Mario, a pergunta que farei agora é algo recorrente a estilistas de high fashion, porém na minha humilde opinião é extremamente necessário fazermos sempre essa autoanalise. Tive a oportunidade de viver alguns anos em Milão e Londres, e pude perceber que, em relação a moda brasileira, o que é realmente reconhecido “popularmente falando” lá fora, são: Melissa e Havaianas produtos extremamente genuínos. Você acredita que seria o caso, não em totalidade, pois existem criadores como você, Herchcovich, Pedro, que já empregam o conceito, de apostarmos nisso, mais no conceito e menos no folclore? O que realmente falta para sermos mais competitivos internacionalmente com High Fashion?



Vou dar minha opinião sobre internacionalização. Não basta termos talentos e acreditarmos que todas as portas fora do Brasil irão se abrir facilmente. Temos uma história muito recente. Os exemplos ligados aos calçados que você citou são empresas de grande capital e que podem por isso ter grandes investimentos em campanhas e maciça propaganda.



As tendências funcionam pra você? Como se dá o processo de pesquisa e criação de Mario Queiroz?



Acredito nas macro-tendências como sinalizadoras das direções do design. Sobre o meu processo... não consigo te responder por aqui, isso dá algumas aulas...

 

Você sempre se mostrou uma pessoa calma e centrada, sem certas“nuances" características de muitos profissionais de moda. É possível se viver em um mundo onde a imagem é o que conta sem vitimar-se pelo ego, ainda que minimamente? Como você lida com isso tudo?



Ser calmo e centrado é um elogio, então agradeço a gentileza. A Moda é muito grande e conta com muita gente, talvez seja mais visível os personagens que passam esnobismo e indiferença com os outros, mas temos muitos profissionais bacanas nesse mercado também.



Fico imaginando a tamanha sorte e privilegio de um aluno poder tê-lo como professor (inveja, rs boa), como é o Mario professor?



Há dezoito anos estou em sala de aula. Desde que terminei o mestrado me dedico mais a pós-graduação e cursos livres. Mas também sou aluno, estou terminando o meu doutorado.

 

Há alguns meses, o estilista Walter Rodrigues publicou em seu facebook que deixaria o Fashion Rio onde ele diz que, a moda autoral não dá o retorno que se imagina, e que é um caminho incerto, cheio de altos e baixos, algo um tanto desanimador de se ler para um designer que está apenas começando, mas ao mesmo tempo é realista?



Há muitos outros caminhos além dos eventos tradicionais.





Uma fonte de inspiração: Viagens

Um livro: “O Herói desmascarado. A imagem do homem na moda”





 

enciclopediadamoda@gmail.com

O estilista Mario Queiroz apresentou sua coleção para o Verão 2013 com desfile na Pinacoteca, um dos museus mais importantes de São Paulo (06/08/2012). Fonte: Alexandre Schneider/UOL.

Inverno 2012. Fotos por André Arthur.

Inverno 2012. Fotos por André Arthur.

ENCICLOPÉDIA DA MODA

bottom of page