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Década de 1960
Enquanto nas outras décadas viu-se costureiros como Poiret e Dior impondo verdadeiras revoluções na moda, nos anos 60 quem exige uma apresentação nova para as roupas é o público, mais precisamente o adolescente.
Publico este que reforçou a ideia do prêt-à-porter difundida já na década de 1950, especialmente o blue jeans e a camiseta, roupa sem gravata, jaqueta de couro (um clássico dos anos 1950) que teve continuidade também na década de 1960. Os jovens estavam abrindo prezando por peças mais acessíveis.
[...] Esses jovens desprezavam a sociedade de consumo, onde estavam imersos, e mostravam sua repugnância pelos confortos burgueses, adotando a aparência das classes mais pobres:blue jeans, roupa sem gravata e jaqueta de couro. Essa se tornou a vestimenta dos estudantes americanos de ambos os sexos, praticamente o uniforme da geração beat .Essa maneira de se vestir espalhou-se por outros continentes e por todas as classes sociais.Quando houve os movimentos estudantis de protesto, em 1968, na França, era impossível distinguir a classe social dos participantes: todos os jovens se vestiam da mesma forma. (SENAC: 2.000).
No extremo estavam os hippies, que não só rejeitavam o estilo de vida dos pais como se rebelaram contra ele. Seu lema era paz e amor. Os hippies expressavam sua rebeldia usando um a coleção de roupas variadas de diferentes períodos e países, cabelos longos e sem qualquer trato e rejeitavam qualquer tabu sexual. Os jeans bordados com aplicações de flores, calças de algodão boca-de-sino e
começou revendendo roupas, mas logo começou a desenhar modelos que fizeram a cabeça dos mais jovens.Suas criações coloridas, simples e bem coordenadas eram símbolo da moda jovem britânica.Em 1962, tornou popular a minissaia e criou meias coloridas, blusas caneladas, calças e saias saint-tropez e cintos usados nos quadris.
Mary Quant criou desde roupas íntimas até coleções para grandes cadeias de lojas, e mais tarde dedicou-se a criar malhas para a indústria japonesa.Muitos atribuem a ela a criação da minissaia,e, apesar de esta ser um a questão controvertida, é inegável que foi ela quem divulgou essa moda da Inglaterra para o mundo.
Da Inglaterra veio também a moda ditada pelos Beatles .O cabelo comprido, os terninhos moderninhos, as roupas coloridas, tudo o que eles usavam virava coqueluche no mundo.Depois de sua temporada na Ìndia, o mundo começou a usar modelos indianos e outras modas orientais.(SENAC:2000).
Concluindo esse panorama dos anos 60, é preciso deixar claro que o aparecimento do prêt-à-porter foi também fundamental para a difusão do uso de calça comprida pela mulher em todos os modelos e tecidos, de dia e de noite.a motivação de usar calças era mais sua praticidade do que o desejo de rivalizar com os homens. Enquanto os estilistas começavam a criar fama, as maisons de alta-costura lançavam linhas exclusivas de prêt-à-porter com roupas de alta qualidade. A década de 60 deu fama a nomes de estilistas como: Courreges, Pacco Rabanne,Yves Saint-Laurent, Pierri Cardin, Balenciaga.
As criações futuristas e excêntricas, na verdade, foram usadas por um publico limitado. Outras correntes apareceram e muitos jovens adotaram roupas étnicas, como as túnicas indianas de que já falamos, e casacos afeganes trabalhados com pele de carneiro.
Nas universidades os jovens abandonaram a gravata e passaram a usar lenço no pescoço ou camisas de gola olímpica. A barba não é mais feita todos os dias, e os executivos, no verão,ostentam roupas esportivas e blusões. A camisa Lacoste com o famoso jacarezinho, que era usada só para jogar tênis, é vestida por homens de todas as idades.autoridades de governo se esmeram para não aparecer em público com roupas antiquadas nem afetadas.
ENCICLOPÉDIA DA MODA