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Década de 1940

 


 

 

O período de moda entre 1940 e 1949 pode ser reconhecido pela ausência da Moda devido a II guerra mundial, escassez de materiais e matérias primas para fabricação de tecidos, por exemplo, bem como período de cautela financeira.

 

Estilistas como Chanel, Vionnet, Mainbocher, acabaram por fechar suas Maisons. Paris foi tomada pelo exercito alemão e as autoridades alemãs queriam transferir a indústria da costura para Viena e Berlim. Foi graças a estilista Lucieng Lelong que nem tudo foi perdido, pois ela conseguiu algumas garantias para que parte da alta-costura parisiense continuasse em atividade. Ainda assim os costureiros perderam parte de sua clientela internacional e passaram a fazer roupas para as mulheres dos oficiais alemães.

E neste período de guerra, escassez de matéria prima, a vaidade não se deixou abater, usou-se da própria guerra para caracterizar a moda da época. Um dos “ícones” inusitadamente foi um coronel das forças armadas alemãs chama do Dwight_D.   Eisenhower, famoso pelo seu estilo de vestir que inspirou a moda da década.


As mulheres copiaram sua famosa jaqueta militar, conhecida exatamente como Eisenhower jacket fizeram algumas adaptações como: cintura bem estreitas e como elas já eram estruturadas nos ombros, a silhueta da década ficou representada por esse estilo:
Ombros bem estruturados; cintura fina e quadril mais amplo, quase remetia a uma armadura, porém ainda que em cores sóbrias, muito elegante e cheia de estilo, acabou por ser marca da década.



 

Muitos materiais sumiram do mercado, e foi preciso usar criatividade para substituí-los. Surgiram, por exemplo, saltos de sapatos de madeira ou cortiça e chapéus feitos de lasca de madeira  e de jornal, usados com voilette (véu decorativo). As bolsas de couro eram raras, e passou-se a fabricá-las de tecido ou tapeçaria. Nos pés se usava sapatos de feltro e outros tecidos e sandálias com tiras de pano ou até crochê de ráfia.

As meias finas, eram sinal de luxo e poder, porém a escassez da seda era considerável, e as poucas que se conseguiam eram muito caras, então as mulheres desenhavam na parte posterior das pernas a lápis a marca da costura da meia para simular estar-se usando.


Para confeccionar as roupas as mulheres usavam os tecidos que encontravam pela frente, incluindo toalhas, cortina, capas dos homens (seus maridos que estavam na guerra) e até mesmo roupões de banho.
A saia camponesa conhecida também como Paysanne foi inventada, pois era bem econômica. Ou seja, tudo em condição das circunstancias de escassez da época.



 

Em 1945 a segunda guerra mundial teve seu fim,  os contatos internacionais se restabeleceram.  Paris volta a ser o foco de atenção principal do mercado internacional consumidor de Moda, que luta para satisfazer a clientela, porém ainda um tanto receosa devido à guerra.
As mulheres haviam mudado seu estilo de vida, querendo peças que unissem elegância e praticidade, abrindo mão do luxo e da ostentação extrema, deixando um pouco mais de glamour somente para os trajes mais formais ou mesmo de gala.



Na América, no fim da guerra, as saias já tinham se tornado mais amplas: havia o desejo de realçar de novo as curvas femininas, e as mulheres sonhavam com sais rodadas dançantes.
Como resposta a este desejo surge, em 1947, o New Look, de Christian Dior que foi o estilo mais marcante a representar a década sucessiva!
A nova silhueta vinha em oposição as roupas econômicas impostas pelo racionamento durante a guerra, e teve repercussão internacional. Para um vestido médio, gastava-se em geral de 6 a 9 metros de tecido. As bainhas das saias tinham aproximadamente uns 8 metros de roda! Por esse e outros motivos o estilo foi considerado dispendioso, extravagante e artificial.


Em Londres onde o racionamento de tecido durou até março de 1949, a Câmara de Comércio britânica considerou essa moda frívola.

ENCICLOPÉDIA DA MODA

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