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Década de 1950
Os anos 50 consagraram a elegância acima de tudo, sendo que após as incertezas da guerra, a tradição e os valores conservadores voltaram em grande estilo.
O mundo do cinema de Hollywood tomava conta do imaginário social dos grupos urbanos, realimentado exaustivamente pelas informações da vida privada dos atores e atrizes e , também, de casamentos monárquicos nesta década.
Tanto para as meninas, quanto para as mulheres o ideal de beleza concentrava-se sempre numa maquiagem calculada, num olhar inconfundível e numa promessa de submissão muito subliminar, pois toda essa beleza era criada e recriada visando à conquista do mundo masculino.
O New look de Chistian Dior foi o o estilo mais abrangente da década, com seu luxo extremo e ostentação, cintura marcada, saias amplas com anáguas para dar volume. Cintura bem marcada, tanto que foi o retorno de uma certa forma dos espartilhos, que muitas mulheres usavam para dar a impressão de cintura ainda mais fina. As saias e os casacos, as blusas tinham gola em U. Dior criou também um clássico da época que consistia em: Casaquinho, cardigã e blusa de crepe simples, usado para fora da saia, às cores eram pastéis.
Nos pés era comum ver as mulheres calçando sandálias de saltos altos e finos de cetim com strass e bordados e também scarpins encapados com tecidos ou rebordados. Usavam-se luvas de pelica em varias cores, ou em cetim preto, branco e pérola.
Chapéus da época eram graciosos, de veludo com adereços como: Veludo, laços, flores, rendas e cobriam somente o topo da cabeça.
A nostalgia também afetou a moda masculina. Houve uma tentativa de fazer ternos com paletós mais compridos e ajustados, que eram abotoados até quase o pescoço; as calças ficaram mais justas e o chapéu-coco, embora raro, podia ter abas viradas. Esse estilo inspirava-se na moda do início do século XX, mas não foi muito bem recebido.
Nos anos 50, depois o baby-boom (nascimento de muitos bebês como decorrência da volta dos homens da guerra), a americana, por exemplo, se tornou mais caseira. As mulheres quase não frequentavam bailes e festas formais.
A maioria adotava o estilo de cinturinha fina do New look mais para sair durante o dia, sempre usando complementos como luvas e chapéus. Embora os anos 50 tenham fama de ser muito pomposos, a mulher americana adotou a linha casual, refletindo sua imagem de mãe e esposa exemplares.
Os jovens americanos, na década de 50, tinham uma verdadeira mania por cardigãs de cashimira e lambswool (tipo de lã para malhas produzidas na Inglaterra). Eles eram bordados, adornados com peles, laços e outros enfeites, e se inspiravam nas malhas para noite feitas por Mainbocher na época da guerra.
A onda da rebeldia, que começou com a fascinação pelo ídolo de cinema James Dean e pelo cantor Elvis Presley, fez com que os jovens se vestissem com jaquetas de couro e usassem cabelo com brilhantina, costeletas e topetes. As garotas avançadinhas preferiam saias longas usadas com malhas justas.
As T-shirts (Camisetas justas), foram adotadas depois que grandes atores apareceram vestidos com elas: Marlon Brando, no filme O Selvagem, e James Dean, em Juventude Transviada.
Antes, as camisetas eram usadas tradicionalmente como roupa de baixo, para poupar a camisa dos efeitos desagradáveis da transpiração, ou como um agasalho contra o frio.
As calças jeans foram, criada por Lévi Strauss, durante a década de 1850, e, eram feitas com lona marrom das barracas dos mineradores de ouro. Vários anos depois começou a usar-se o brim, tecido francês que se tingiu de azul usando índigo (anil).E esta calça se popularizou nas décadas de 50 e 60, como várias outras criações como se pode ter uma idéia com este resumo.
ENCICLOPÉDIA DA MODA